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Dia do Técnico de Segurança: Seagems destaca avanços em QHSE e o papel estratégico desses profissionais no offshore

Iniciativas a bordo fortalecem análises de risco e ampliam o controle de incidentes nas embarcações da companhia

Em um ambiente onde cada operação é feita com muita  precisão e olhar atento ao controle de riscos, o papel do técnico de segurança do trabalho vai muito além das normas: é sobre proteger vidas, promover consciência e sustentar a confiança de toda a equipe. No setor offshore, essa função se torna ainda mais essencial.

Na Seagems, empresa brasileira especializada em engenharia submarina, o time de Qualidade, Saúde, Segurança e Meio Ambiente (QHSE) é peça chave para a realização das operações.  Em 2025, até outubro, as embarcações da companhia registraram 267 dias perfeitos de HSE, ou seja, dias sem nenhum acidente ou incidente em qualquer parte da empresa. Em alguns navios, como o Jade, já são mais de oito anos sem acidentes com afastamento (LTI), um marco que traduz a maturidade da cultura de segurança construída ao longo da última década.

Nosso papel é garantir que cada operação comece e termine com segurança, sem que ninguém se machuque. A diferença está em transformar a segurança em parte da rotina e não em uma obrigação”, explica Keity Barbosa, técnica de segurança da Seagems com dez anos de experiência no setor.

Keity começou sua trajetória como professora de inglês embarcada e se encantou pela área de segurança ao perceber o impacto direto desse trabalho na vida das pessoas. Hoje, lidera iniciativas que vão desde a liberação de permissões de trabalho e observações comportamentais até treinamentos diários de prevenção. “Cumprir uma escala e saber que nada aconteceu não é sorte. Aqui, a gente planeja, a gente executa com eficiência e segurança.” afirma.

Atualmente a Seagems adota a metodologia Safety II, através da qual a segurança é vista dentro da capacidade de resiliência e não na ausência de falhas. Esse perfil de pensamento considera os fatores humanos na equação, aplicando uma lógica humanista em vez de punitivista. Nesta mesma linha, a Seagems trabalha com os princípios do HOP (Human and Organization Performance), ou seja, as ideias de que culpabilizar não previne, de que os contextos impulsionam comportamentos, de que é natural que pessoas cometam erros, e que o aprendizado constante é essencial.

Entre as ferramentas práticas utilizadas nas embarcações, estão os cartões de observação de segurança, que permitem que qualquer profissional identifique e reporte comportamentos ou condições de risco em tempo real. A Seagems também mantém metas mensais para cada navio e, apenas em outubro, as equipes ultrapassaram 2 mil observações registradas, contribuindo para o monitoramento constante de riscos e boas práticas.

A cultura de segurança da companhia também se baseia na filosofia “cuidamos uns dos outros”, princípio esse que orienta treinamentos, diálogos de segurança e ações de engajamento. “Mais do que cumprir regras, segurança é construída sobre confiança mútua, aprendizagem contínua e reconhecimento da variabilidade humana. Acreditamos que as pessoas são as soluções para os problemas e partir delas tornamos nossas operações cada vez mais seguras”, reforça Barbara Costa, Diretora de QHSE da Seagems.

Além dos indicadores técnicos, a Seagems mantém um trabalho contínuo de formação e valorização de profissionais da área. Hoje, mais de 45% dos profissionais offshore que estão hoje na empresa começaram sem experiência prévia e foram formados internamente por meio de programas de capacitação técnica e comportamental.

Para Keity, cada embarque é uma nova oportunidade de aprendizado e conexão. “Somos facilitadores. Estamos aqui para orientar, prevenir e mostrar que a segurança é o que permite que todos voltem para casa com saúde, com histórias e com orgulho do que fazem”, conclui.